Da série ” Inappropriate Soundtracks

Muito engraçado!

Freddie Highmore

Freddie Highmore

Novamente, sobre atores, alguém em quem vale prestar atenção é Freddie Highmore.

O primeiro filme em que o vi foi “Em Busca da Terra do Nunca”, atuando ao lado de Johnny Depp.

Highmore é um daqueles prodígios que se revelam cedo. Tem um carisma forte, mas discreto, sem exageros. Sabe dosar sua atuação e parece não fazer grande esforço para marcar sua presença em cena.

Em “Crônicas de Spiderwick”, interpreta dois irmãos gêmeos de personalidades bastante distintas, e nessa hora seu talento fica evidente.

As Crônicas de Spiderwick

As Crônicas de Spiderwick

A propósito, recomendo o filme para aqueles que gostam de personagens 3D – como eu – e que não têm nenhuma reserva em relação a filmes infanto-juvenis, desde que sejam criativos.

Vale pela presença Highmore, pelos bons personagens (humanos e não-humanos) e pela história da família (pais separados, filho-problema), que é interessante e se mescla bem com o universo fantasioso do filme.

Script Magazine

Script Magazine

Para quem gosta de escrever roteiros, essa dica recebi do Leo Monteiro de Barros (produtor da Conspiração Filmes), num curso sobre film business que fiz com ele, pela Escola São Paulo (aliás, recomendo os cursos dessa escola).

A dica é a Script Magazine, revista norte-americana especializada em roteiros, que tem umas entrevistas muito boas com grandes roteiristas, explicando os métodos e os caminhos que eles tomam, na hora de escrever um filme.

A revista é bimestral, em inglês, e pode ser assinada daqui do Brasil, pelo site deles, efetuando o pagamento por meio de cartão de crédito.

As matérias são bem completas, as entrevistas muito boas, e tem ainda algumas sessões fixas como a do “Dr. Format”, que tira dúvidas sobre formatação, e a “Scene Fix”, com dicas de profissionais sobre como melhorar uma cena.

Aprendo muito a cada edição que chega. Aliás, quando chega a seguinte, fico com a sensação de que poderia ter aprendido ainda mais com a anterior (estou sempre revisitando a edição passada).

A edição de Janeiro/Fevereiro foi um especial sobre os filmes do Oscar. A seguinte, de Março/Abril, tem umas matérias muito legais, com destaque para a matéria sobre a adaptação de Coraline e a matéria “Anatomy of a Scene”, destrinchando uma cena de Watchmen.

Leitura muito boa, mesmo!

Para quem não conhecia e quer investir em roteiros, vale a pena assinar. Para quem é curioso pelo assunto, vale também…

Exemplo de stop motion animal, feito por japoneses!

Dying Young

Dying Young

É engraçado como as coisas desgastam com o uso e isso também vale para filmes e músicas.

Um filme como Titanic, por exemplo.

Virou febre, quando lançado. Filas quilométricas lotavam os cinemas, que exibiram o filme por meses seguidos.

As pessoas assistiam três vezes,  quatro vezes, elogiavam e vibravam a cada cena – um verdadeiro fenômeno de público, sem igual antes ou depois na história do cinema.

Hoje, não conheço uma pessoa que fale bem de Titanic, seja por ter assistido 200 vezes e enjoado do tal fenômeno, seja por vergonha mesmo (afinal, todo mundo fala mal de Titanic). Da minha parte, acho que o filme marcou época e tem seus méritos.

Agora, pegue uma música como Dying Young, do Kenny G.

Essa música já foi  tão utilizada em cerimônias de formatura, casamentos e outras ocasiões do tipo, que virou brega. Posso até procurá-la no mp3tube, escutá-la no meu fone de ouvido, timidamente, mas se alguém perguntar o que estou ouvindo, nego até a morte!

E trata-se de uma bela música, apenas foi desbotada pelo tempo e o mal uso.

Talvez essa seja uma característica da cultura pop. O tempo cria clássicos, mas também os desgasta.

Isso reafirma a necessidade dos artistas de sempre se renovarem e criarem coisas novas.

Com tempo, um copo de leite azeda, uma música torna-se enjoativa, uma piada perde a graça e um filme torna-se clássico ou cai no esquecimento.

Paul Giamatti

Paul Giamatti

Algo que gosto no cinema é conhecer novos atores.

Há alguns anos, assisti na TV um filme chamado “O Rei da Baixaria” (pois é…), que contava a história de Howard Stern, o famoso locutor de rádio  dos EUA. O filme é, como diz o nome, uma baixaria, mas até que diverte.

Lembro que um dos atores me chamou a atenção, interpretando um produtor da rádio Msnbc cuja função era atormentar a vida do Howard. O cara era engraçadíssimo e não precisava se esforçar para isso. Sem trejeitos, caretas, ações forçadas. A graça do ator vinha do seu carisma e do realismo que dava o personagem.

Mais tarde, esse ator tornou-se conhecido e eu descobri que seu nome era Paul Giamatti.

Alguns filmes dos quais ele participou: Sideways, Cinderella Man, O Resgate do Soldado Ryan, O Ilusionista, Planeta dos Macacos, A Negociação e até mesmo (essa eu não sabia) a animação Robôs, dublando um personagem menor, mas engraçadíssimo.

Sideways

Sideways

Em Sideways, ele interpreta um escritor alcóolatra e depressivo e consegue ser hilário no papel, ao mesmo tempo em que é comovente. Talvez seja seu melhor papel. Mas ele também consegue se destacar interpretando personagens secundários, como o treinador Joe Gould, em Cinderella Man. É memorável a cena em que ele entra no ringue e quer partir para cima do adversário de Jim Braddock – o adversário é um boxeador capaz de partir o treinador ao meio -, tipo de cena que funciona bem, porque o ator já construiu algo, ao longo do filme.

Ver Giamatti ganhando respeito e visibilidade é duplamente interessante. Primeiro, mostra que talento e carisma ainda são coisas valorizadas pela indústria – a tendência agora é dizer que só a aparêcia é valorizada, mas não acredito muito nisso. Segundo, é sinal de que podemos esperar mais filmes bons, com personagens interessantes e bem interpretados por ele (seja como protagonista ou coadjuvante).

Enfim, para quem não conhece, é um nome que recomendo prestar atenção.

pensador1Três coisas, que o quanto antes apredemos, melhor é para nós.

1 – Ninguém é de ninguém (aprendizado unespiano).

2 – Ninguém é melhor que ninguém (o porteiro do seu prédio sabe algo que você não sabe)

3 – Realização satisfaz mais que dinheiro (embora, as duas coisas sejam importantes).

Não que eu já tenha, claramente, aprendido essas coisas. Mas estou no caminho…

Uma justiça ao diretor Jonathan Demme.

O cara já dirigiu filmes como Philadelphia e O Silêncio dos Inocentes – ambos filmes de se tirar o chapéu.

Agora, “O Casamento de Rachel“? Ruinzinho demais… (quanto a “Marley” não sei, pois ainda não vi).

Torço para que ele volte a dirigir filmes como os que fez na década de 90.

O Nevoeiro, de Frank Darabont

O Nevoeiro, de Frank Darabont

Um dia desses estava assistindo a “O Nevoeiro“, filme de terror baseado num conto do Stephen King, quando de repente, do nada, o enquadramento fechou, bruscamente, num movimento de lente que todo mundo conhece por “zoom-in”.

O movimento rápido se repetiu, várias vezes, ao longo do filme, e algumas câmeras tremidas, que pipocavam hora ou outra, faziam lembrar os movimentos de câmera de um documentário.

Esses movimentos inesperados surpreendiam a cada vez que apareciam, não por carregarem algum sopro de originalidade, mas por destoarem do resto do filme.

“Mais um diretor que aderiu à moda da câmera tremida, estilo documentário”, pensei.

Minha surpresa foi ao final do filme, quando surgiram os créditos e vi que a direção era de Frank Darabont (sim, ele mesmo, o diretor de “Um Sonho de Liberdade” e de “À Espera de um Milagre”).

“Até tu, Darabont?”, pensei.

As câmeras tremidas viraram moda no cinema, já faz algum tempo. Parece que todo mundo quer usar esse recurso, como se uma câmera no ombro fosse capaz de extrair uma verdade, da cena, que a câmera no steady, trilho, grua, ou tripé, não conseguisse.

Eu admiro os diretores que realmente sabem usá-o.

Caras como Fernando Meirelles, em Cidade de Deus, ou Paul Greengrass, em United 93 (não confundir com o outro filme sobre o voo United 93, uma versão propagandista dos fatos, que um cara aí dirigiu) verdadeiros jazzistas do cinema, que conseguem filmar as cenas no improviso, sem decupagem de planos ou storyboards (às vezes, sem diálogo definido).

São gênios, mas são poucos.

Os que não sabem fazer como eles, usam o recurso de qualquer jeito e acabam produzindo filmes como “O Casamento de Rachel” – tipo de filme feito para chamar a atenção da crítica, com câmera tremida, roteiro de pequenos dramas e uma atriz bonita que “enfeiam”, para interpretar uma junkie chata e mimada – na minha modesta opinião, um lixo do começo ao fim.

Já que falamos dos pequenos dramas de “O Casamento de Rachel”… Prefiro uma boa trama de assassinato e morte, a esse tipo de filme (aliás, prefiro um filme da série “Pânico” a esse tipo de filme). Mas, mesmo os pequenos dramas podem ser interessantes, se bem usados. É só ver um filme como Juno, por exemplo, que foge do melodrama, mas que dá vontade de ver do começo ao fim, sempre que passa na TV.

Acredito que a grande diferença entre filmes como “Juno” e “O Casamento de Rachel”, é que no primeiro, o diretor (Jason Reitman) e a roteirista (Diablo Cody) preocuparam-se em contar a história da melhor maneira possível, enquanto que no segundo, o diretor (Jonathan Demme) provavelmente tentou ser moderninho.

Talvez o Frank Darabont tenha tido um lapso, em “O Nevoeiro”,  e quis pagar de moderno, também. Perdeu um pouco do foco que tinha, quando dirigiu seus filmes anteriores. Não que o filme em questão não seja divertido de se assistir.

Estou meio ácido hoje…

Enfim, opinem.

Animação absurdamente fodástica, produzida pela The Blackheart Gang (produtora de animação formada por 3 amigos da Cidade do Cabo, África do Sul…)

Não bastasse a animação ser absurdamente fodástica, os caras fizeram um making of muito bem editado e bem humorado…

Fica a dupla recomendação do Batráquio!

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