
Dying Young
É engraçado como as coisas desgastam com o uso e isso também vale para filmes e músicas.
Um filme como Titanic, por exemplo.
Virou febre, quando lançado. Filas quilométricas lotavam os cinemas, que exibiram o filme por meses seguidos.
As pessoas assistiam três vezes, quatro vezes, elogiavam e vibravam a cada cena – um verdadeiro fenômeno de público, sem igual antes ou depois na história do cinema.
Hoje, não conheço uma pessoa que fale bem de Titanic, seja por ter assistido 200 vezes e enjoado do tal fenômeno, seja por vergonha mesmo (afinal, todo mundo fala mal de Titanic). Da minha parte, acho que o filme marcou época e tem seus méritos.
Agora, pegue uma música como Dying Young, do Kenny G.
Essa música já foi tão utilizada em cerimônias de formatura, casamentos e outras ocasiões do tipo, que virou brega. Posso até procurá-la no mp3tube, escutá-la no meu fone de ouvido, timidamente, mas se alguém perguntar o que estou ouvindo, nego até a morte!
E trata-se de uma bela música, apenas foi desbotada pelo tempo e o mal uso.
Talvez essa seja uma característica da cultura pop. O tempo cria clássicos, mas também os desgasta.
Isso reafirma a necessidade dos artistas de sempre se renovarem e criarem coisas novas.
Com tempo, um copo de leite azeda, uma música torna-se enjoativa, uma piada perde a graça e um filme torna-se clássico ou cai no esquecimento.